Blog

Automação industrial e empregos: risco ou oportunidade?

trabalho-automacao-risco-tecnologia-robos

Até que Blaise Pascal houvesse inventado a primeira calculadora mecânica em 1642, “computadores” eram nada mais que uma série de pessoas checando e executando cálculos.

A definição de “computador” desde então veio evoluindo bastante nos últimos 400 anos, bem como as posições de emprego associadas a ele.

Desenvolver, construir, vender, fazer marketing e fornecer computadores criou inúmeras categorias de emprego inéditas. A explosão do software e outras aplicações, como aquelas provindas do advento da internet e aparelhos portáteis, adicionaram ainda mais a esta tendência. Só para se ter uma ideia, a Internet sozinha criou 2,6 empregos por cada trabalho eliminado com seu advento.

 

O software

A indústria sozinha adicionou aproximadamente 2,5 milhões de empregos no campo de automação nos EUA, por exemplo. A automação é definida como uma operação automática controlada que substitui tarefas feitas pelo trabalho humano. Normalmente a tendência de definir a automação está na substituição da força de trabalho, sugerindo que seu principal papel é eliminar posições de trabalho.

A história contudo, ajuda a dissipar este receio. Atualmente, a nova revolução industrial vem integrando tudo, desde robôs até a inteligência artificial, com algoritmos adaptativos. Sensores mais sofisticados, sistemas mecânicos, comunicação wireless, computação e câmeras estão permitindo uma automação melhorada.

Alguns exemplos para ilustrar este novo cenário são os veículos autônomos que estão começando a rodar, robôs estão aspirando o pó no chão e combatendo incêndios, e computadores escrevendo notícias.

Um do primeiros projetos de carro autônomo, foi o iniciado pelo Google em meados de 2009, hoje é tocado de forma praticamente autônoma pela equipe da Waymo.(Imagem: Waymo)

 

A automação é uma parte integral do progresso humano. A invenção de dispositivos, processos, e tecnologia tem impulsionado a produtividade, ou ainda os resultados por homem/hora de uma forma bem mais eficiente.

De fato, plataformas de tecnologia de propósito geral são o combustível para contínua inovação e aumento no número da classificação do trabalho, para se definir e avaliar de forma objetiva e precisa funções, responsabilidades, tarefas e nível de autoridade do cargo.

Um estudo feito pela universidade de Oxford intitulado: The Future of Employment: How Susceptible are Jobs to Computerisation? (em tradução livre, O Futuro do Emprego: Quão Suscetíveis São à Automação?), analisa a probabilidade da automação usurpar empregos em 702 posições específicas. Carl Benedikt e Michael A. Osborne analisam as habilidades necessárias para cada função, e a probabilidade das tarefas poderem ser replicadas por um sistema computacional ou mecânico.

Combinando as estatísticas neste artigo com os dados de emprego dos Estados Unidos, a ARK (líder em investimentos focados em inovação disruptiva) explorou o impacto da automação, não só na questão da empregabilidade, mas também com o aumento do PIB e no surgimento de capital.

Pelos seus cálculos, a automação pode substituir um milhão de empregos nos Estados Unidos até 2020 e 75 milhões, representando aproximadamente metade da atual força de trabalho, em 2035.

 

Impacto na força de trabalho

Ainda que a automação vá causar mudanças significativas na composição dos postos de trabalho, ela não necessariamente irá contribuir para um desemprego em massa. Muito pelo contrário, a tendência é que trabalhadores dispensados preencherão novos cargos mais valorizados, e é previsto um aumento da força de trabalho.

À medida que a automação acelerar o turnover (ou seja, a rotatividade de pessoal), o custo de fricção no mercado de trabalho, que diz respeito ao custo incorrido no período entre a saída do trabalhador e a sua substituição, hoje representa mais de 630 bilhões de dólares por ano somente nos Estados Unidos, e é esperado por crescer. Estas fricções apresentam uma ótima oportunidade para empresas que ajudam na redução do tempo para contratação, provê trabalhadores com novas habilidades, e treina novos empregados de forma mais eficiente.

 

risco-trabalho-eutomacao-drones-entregas

O Primie Air, é o drone da Amazon, que vem realizando entregas desde 2016.(Imagem: Amazon)

 

Empresas que são pioneiras neste movimento incluem Google e Tesla, em destaque para o mercado de veículos autônomos, assim como Amazon e Elbit Systems, no campo dos drones. A automação irá permear todos setores da economia, com serviços de acomodação e comida, agricultura e comércio varejeiro alcançando os maiores booms de produtividade.

Consumidores, corporações e fabricantes de robôs irão se beneficiar em aspectos além da produtividade. Robôs, por exemplo, não roubam ou ficam doentes, dois dos maiores detratores de lucro na indústria de varejo, por exemplo. Na indústria da saúde, robôs podem dar assistência às enfermeiras, permitindo que elas foquem nos detalhes médicos mais críticos do momento.

A demanda por robôs tende só a aumentar, melhorando as margens dos negócios e potencialmente diminuindo custos aos consumidores.

Comentários

Não perca nossos posts sobre Automação Industrial

Assine nosso blog e receba novos posts diretamente em seu e-mail.