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Mudança de mentalidade: a primeira barreira a ser superada com a Indústria 4.0

Engenheiro validando resultados utilizando métodos da indústria 4.0.

A barreira da mudança do modelo mental.

Parte muito grande da indústria brasileira se encontra hoje operando – e pensando! – em um estágio da indústria 3.0 ou até anterior a isso.

E uma das grandes razões é o fato de não superar o modelo mental de gestão de negócios ligado a estas fases industriais ultrapassadas. Mais do que isso, esforça-se em sustentar este modelo em seu formato de negócio.

 

Impacto Social da Industria 4.0 

Posso assegurar e garantir tranquilidade, resumindo a conclusão deste problema da seguinte forma: iremos superar. A capacidade adaptativa do ser humano nos permitiu lidar com todos os momentos da evolução industrial, seja a Primeira Revolução, a Segunda ou a Terceira. Talvez essa seja justamente a maior virtude humana. Mas esta adaptação requer esforços de todas as esferas de âmbito social, ou seja, o governo, as empresas e os próprios indivíduos na busca de seu próprio crescimento.

 

Nós queremos uma nova mentalidade para uma nova indústria.

Ao contrário do que muitas vezes é dito, a indústria 4.0 não começou nem foi necessariamente “criada” pelos alemães. Foram eles, porém, que deram o nome ao fenômeno que vivemos neste momento. Se este fenômeno tem um dono, ele seria o usuário, o indivíduo, ou a demanda por estes gerada.

A edição impressa do jornal A Gazeta do Povo precisou demitir quase 40% de sua equipe de impressão porque seus ávidos leitores migraram do jornal impresso, de papel, para a leitura do jornal em sua versão digital, por meio de tablets, celulares ou qualquer outro dispositivo eletrônico. Isto é apenas um dentre inúmeros exemplos das transformações tecnológicas que a indústria em todos os seus segmentos, e a sociedade como um todo, está vivenciando.

 

Usuário conferindo um aplicativo de dados relacionado a indústria 4.0.

Como consumidores, desejamos níveis cada vez mais elevados de tecnologia em nossos produtos. Nós os queremos cada vez mais leves, que durem mais, que sejam ambientalmente corretos, que sejam mais baratos e que estejam conectados aos nossos celulares, entre tantas outras exigências, diante das quais a indústria não pode se aquietar.

Quando digo “nós queremos isto” me refiro a todo esse arsenal tecnológico que nos rodeia, fruto de nossas próprias demandas. Não queremos mais o uso de defensivos agrícolas nas nossas lavouras, mas queremos folhas de alface lindas e impecáveis. Para isso precisamos, por exemplo, de manejo de agroindústria de precisão, ou seja, precisamos de tecnologia.

Queremos nossos carros cada vez mais personalizados ao nosso gosto, e não queremos mais produtos que nos são “empurrados”. Para isso, a indústria automobilística precisa ser capaz de customizar e personalizar veículos em larga escala, massivamente. Como é possível fazer isso? Com tecnologia: coletando dados de seus usuários em tempo real e inserindo estas informações na planta fabril, de maneira que as máquinas customizem estes produtos. Produto este – o carro – que muito provavelmente foi comprado por um site na internet.

 

Engenheira operando tablet em montadora da indústria 4.0.

As mudanças já aconteceram, e continuam a acontecer de forma drástica em todos os setores da indústria, e globalmente. É inevitável, portanto, a mudança do modelo mental de gestão de negócios. Assim como é urgente a superação desta barreira que domina atualmente o cenário industrial brasileiro.

Jean Carlos Ferrari

Diretor de engenharia

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